Por que a biotecnologia é essencial para o saneamento básico?

A escassez de água é uma das maiores preocupações em todo o mundo. De acordo com a ONU, até 2050, dois terços da população sofrerá com a falta de água. Com isso, cresce a busca por soluções de saneamento que possam evitar esse futuro.
E falando em saneamento básico, apenas pouco mais de 48% dos habitantes recebem a infraestrutura necessária para obtê-lo. Ainda há muito o que ser feito.

Dentre as soluções do mercado de saneamento, temos o que foi divulgado pela BBC no ano de 2017: uma espécie de peneira feita com membranas de grafeno que consegue remover o sal da água do mar.
Essa descoberta foi feita por pesquisadores da Universidade de Manchester, no Reino Unido. As membranas conseguem realizar a dessalinização cerca de 5 vezes mais rápido que outros processos, sem contar que essa se traduz numa solução que oferece mais economia.

Essa “peneira” conseguiu eliminar 97% dos íons de cloreto de sódio da água do mar. Outras ações iniciadas para combater a escassez de água foram os investimentos para pesquisas de saneamento básico feito por fundações brasileiras como a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (da Sabesp). No entanto, uma das soluções que vem ganhando destaque é o uso da biotecnologia para esse propósito.

A essencialidade da biotecnologia para o saneamento básico

Efluentes que não possuem um destino adequado são lançados na água e causam sérios problemas ambientais, econômicos e também problemas sociais. Mas não apenas isso, muitas das cidades que não possuem um saneamento básico adequado tem sua população sofrendo com problemas de saúde devido a isso.

E com o intuito de solucionar esse problema, especialistas tem se aprofundado nas pesquisas com a biotecnologia a fim de também desenvolverem soluções que sejam sustentáveis. O objetivo é fazer o uso dessa tecnologia para o tratamento de águas residuais.
Esse processo também possui como vantagem a diminuição dos custos operacionais.

No 48º Congresso Nacional de Saneamento da ASSAMAE, biólogos e engenheiros ambientais discutiram sobre o desenvolvimento da biotecnologia como meio para melhorar o saneamento básico. Tendo feito um estudo de caso no rio Camarajipe, o qual não dispõe de condições favoráveis para a captação e o fornecimento de água devido à contaminação ali presente. Sendo que, segundo os pesquisadores, no século XX esse rio já foi uma importante fonte de abastecimento para região.
No processo para o saneamento por meio da biotecnologia, um dos métodos que tem sido implementados é a fitorremediação. A fitorremediação é um processo onde se utilizam plantas como agentes para a descontaminação de um ambiente (podendo ser água ou mesmo solo).
Nesse processo, usam-se plantas comuns ou também plantas modificadas geneticamente. O importante aqui é que essas plantas, geralmente alguma alga com propriedade de absorção de materiais tóxicos, preservem a sua capacidade de descontaminação.
A fitorremediação pode ser usada tanto para tratar efluentes domésticos quanto também para o tratamento de efluentes industriais.
Esse método compreendido na biotecnologia consegue fazer a remoção de metais pesados, de poluentes aromáticos que sejam tóxicos e de elementos químicos como pesticidas, por exemplo.

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