A revolução verde e sua relação com a biotecnologia

A “Revolução Verde” surgiu na década de 50 com o objetivo de ampliar a produção com o uso da tecnologia.

Logo após o fim da Segunda Guerra Mundial, a fome tornou-se um problema em muitos locais, especialmente em países da África. Então, o objetivo dessa revolução era ajudar os agricultores a produzirem mais alimentos em menos tempo. E para isso, usavam diferentes métodos tecnológicos.

E aqui a biotecnologia era usada, em conjunto com a engenharia genética, para o desenvolvimento de plantas geneticamente modificadas que possuíam resistência a pragas, a doenças e também que possuem uma resposta melhor a fertilizantes.

Podemos dizer que houve uma “revolução genética” na agricultura a nível mundial, tanto contribuindo para ampliar a produção, quanto também para desenvolver alimentos mais seguros e com as propriedades nutricionais desejadas.

Outra das vantagens da revolução verde é que, agora, o tempo necessário para produção e distribuição de novos cultivos fora reduzido.

 

O que foi a revolução verde (green revolution)

A Revolução Verde caracteriza-se como um conjunto de iniciativas com o intuito de transformar a agricultura positivamente.

Como mencionado, ela se iniciou na década de 50 (em 1950), no México, como uma idealização do engenheiro agrônomo Norman Borlaug. Borlaug conseguiu desenvolver espécies de plantas que tinham elevada resistência a herbicidas e as pragas que afetam determinados cultivos.

Só que os estudos de Borlaug já haviam se iniciado bem antes disso.

Em 1930 ele já pesquisava sobre espécies de trigo que eram resistentes a pragas. E os estudos dele despertaram o interesse do México, assim, no ano de 1944 o governo mexicano fez com que Borlaug coordenasse o projeto conhecido por Programa de Produção Cooperativa de Trigo do México.

Esse projeto teve ainda a parceria da Fundação Rockefeller, uma fundação que promove o estimulo a saúde pública, a pesquisas, etc.

Então, no ano de 1944 ele se mudou para o México e lá trabalhou no desenvolvimento de uma solução para combater um fungo do trigo, que afetava drasticamente as plantações, conhecido como “ferrugem do colmo”.

As descobertas e avanços que o engenheiro agrônomo Norman Borlaug fez foi algo tão significativo que contribuiu para que o México passasse de importador para exportador de trigo em pouco tempo.

Vendo os resultados obtidos, outros países começaram a se interessar pela ideia, em especial os países subdesenvolvidos.

Como a descoberta Norman Borlaug representou benefícios para vários países em situação de urgência quanto a demanda por alimentos, no ano de 1970 o engenheiro agrônomo recebeu o Prêmio Nobel da Paz.

 

Por que isso é tão importante?

O uso da biotecnologia aliada a engenharia genética existe sob a alegação de que são tecnologias que não geram danos ao meio ambiente.

Outra razão é que a revolução verde ou a nova revolução verde (como alguns costumam chamar os métodos atuais) também contribuem para a saúde da população e dos animais, uma vez que reduzem o uso de pesticidas e ajudam na questão da fome no mundo.

Especialistas, estudiosos e cientistas ainda defendem que essa revolução é extremamente essencial para os dias atuais devido a que a população mundial tem crescido de forma acelerada. Ou seja, não se deve perder de vista que um dos grandes objetivos na agricultura hoje é conseguir alimentar uma população que daqui a alguns anos chegará a 9 milhões.

Em suma, a nova revolução verde, a biotecnologia em conjunto com a engenharia genética, ajudará a aumentar a oferta de alimentos em todo o mundo.

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