A biotecnologia para a produção de biofármacos

De acordo com o IBGE, até 2060 o número de idosos no Brasil irá quadruplicar. Nisso, a necessidade de medicamentos para tratar problemas comuns a esse público também aumentará. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) projeta que a expectativa de vida dos brasileiros irá de 75,5 anos para 81 anos. E, com isso, haverá também um aumento das doenças crônicas e doenças neurodegenerativas. E, como resultado, crescerá a demanda na produção de biofármacos ou medicamentos biológicos.

 

O que são os biofármacos?

A primeira vez que se fez uso do termo “biofármacos” foi no ano de 1980 e era para definir medicamentos produzidos a partir de técnicas de biotecnologia moderna, usando-se “biopharmaceuticals”. Mas essa definição se consolidou apenas em 2002. Em suma, os biofármacos são medicamentos biológicos resultantes do cultivo de células geneticamente modificadas onde se obtém moléculas complexas. Mas também trata-se da modificação genética de microrganismos.

Tudo isso para que sejam produzidas proteínas com ação terapêuticas, as quais são utilizadas nesses medicamentos. Biofármacos são medicamentos obtidos a partir de modificação genética em células e microrganismos para a produção de proteínas terapêuticas. Usa-se o termo biofármacos como sinônimo de proteínas recombinantes para fins terapêuticas. Mas isso ainda vai muito além de medicamentos produzidos a partir de técnicas de biotecnologia moderna.

Quando falamos em biofármacos, estão incluídas vacinas que fazem uso de proteínas recombinantes e também as terapias que são baseadas em ácidos nucleicos. Há ainda os produtos voltados para terapias celulares, onde se tem as células como produtos voltados a medicina regenerativa e também para a engenharia de tecidos. E nesse caso das terapias células, um exemplo disso seria o uso das células de mamíferos, as quais possuem um padrão de glicosilação semelhante ao padrão das células humanas e, devido a isso, são amplamente utilizadas na produção de biofármacos.

 

Os biofármacos e os fármacos de origem química

O que diferencia os biofármacos dos fármacos de origem tradicional é que esses primeiros possuem uma molécula com estrutura mais pesa e também mais complexa. E isso faz com que seja mais difícil caracterizar o produto de forma geral.

Os biofármacos, de um modo geral, são homologados as proteínas humanas ou, mesmo, possuem uma elevada semelhança a ela. E o seu processo de produção costuma ser mais complexo do que a de fármacos de origem química.

Outra qualidade dos biofármacos é que a menor alteração no processo de produção dele causa uma alteração no produto final, o que ocasionará alterações na resposta/efeito que ele gera.

 

A importância dos biofármacos para a população mundial

De acordo com dados da tabela da FirstWord Pharma (uma organização global que tem o objetivo de colocar informações a serviço da saúde) do ano de 2014, a produção de biofármacos é algo extremamente importante para a indústria farmacêutica. A seguir alguns dos motivos para isso:

– Segundo essa tabela, dos 5 produtos farmacêuticos mais vendidos em todo o mundo, 4 são biofármacos;

– E dos 10 produtos farmacêuticos mais vendidos em todo o mundo, 7 delas eram biofármacos.

Ainda, os biofármacos com ênfase em anticorpos monoclonais tem apresentado um crescimento na utilização para o tratamento de doenças como Alzheimer e câncer, por exemplo.

Conclusão: Mesmo com todos os benefícios, as tecnologias e processo utilizados para o desenvolvimento de biofármacos ainda precisam amadurecer muito e é necessário vencer alguns desafios como a complexidade das operações, redução de custos e maior acessibilidade, entre ou

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